quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

4º dia [05/jan] Novamente na estrada, para Uberlândia - MG




Após 1 dia e meio parados, finalmente pudemos retornar à estrada.

Já estávamos com saudades de vagar pelas rodovias brasileiras.

 

Saímos às 5 da manhã.

 

174 km depois, comemoramos nossos primeiros 1.000 km rodados!!! Uhuuu. Já 10% da viagem concluída! Uhuu, ainda bem que ainda falta 90% :D

Aproveitamos a parada para descanso da Kombi e, pela primeira vez, fizemos uma oração matinal mais organizada.

À sombra de algumas árvores, num gramado à beira da estrada, colocamos nossas cadeiras de praia e oramos. Iniciamos com um mantra, seguimos com uma recordação da vida, ressaltando os momentos marcantes dos últimos dias, em seguida o salmo e o evangelho do dia, finalizando com um Pai-Nosso.

Foi um momento bem bacana de partilha de vida entre nós, e de socializar nossos sentimentos.

 

Olha o mirante...

 

LIÉGE: Iva, quer ir no mirante

IVA: onde, onde?

LIÉGE: aí, ó

IVA: ...

(segundos)

IVA: ah, é uma torre...

 

Sinuca

 


Mais uma centena e pouco de quilômetros, nova parada. Abastecemos, atendemos aos chamados da natureza, achamos uma tomada pra ligar o notebook (e olhar Orkut, Blog, e-mails e MSN) e jogamos sinuca!!! O Tonho, no notebook, só observava as moças ganharem dos rapazes. Tá certo que eram quase mais bolas "pagas" que efetivamente encaçapadas, mas tudo bem. O importante é ser feliz :D

 

Pedagogia do sutiã

 

Nesse posto, os moços encontram adesivos com filosofia de alto nível:

Devemos ser justos como o sutiã: ele levanta os caídos, oprime os grandes, engrandece os pequenos e aproxima os distantes.

 

Pérola - bananas

 

(no posto, lanchando)

IVA: espera, vamos terminar a banana

PIÁS: vamos, já terminamos!

IVA: nossa, vocês são rápidos na banana!

 

Discussões de alto nível

 

Até agora, as discussões mais sérias sobre a sociedade (constantes nos nossos objetivos) ainda não haviam passado pelos corredores da Kombi.

E quando tudo parecia perdido, começamos a filosofar: capitalismo, materialismo, positivismo, alienação...

 

Após mais de 1 hora de discussão:

IVA: agora parem, chega, vamos dormir (era perto do meio-dia)

[meia hora depois...]

IVA: parem, chega. Minha cabeça vai fundir. Olha que isso pode comprometer o almoço, hein...

[mais meia hora depois...]

IVA (acordando): vocês ainda tão nisso? Mas será que eu não mando nada mesmo?

 

1º almoço feito pelas Kombatentes

 

Já tendo rodado 461km, paramos para almoçar. E aconteceu algo inédito hoje: as moças fizeram almoço!!!! Uhuuu!

À sombra de uma mangueira, perto de um posto de combustíveis, instalamos nosso fogão á gás e a Lila e a Iva nos fizeram um gostoso macarrão com salame e ovo fritos. Para beber, um refrigerante gentilmente doado por um catarinense de Palmitos, que encontramos por lá.

Para compensar o esforço das moças no preparo alimentar, os rapazes lavaram a louça. Como os lavadores eram 3 e a louça pouca, dividiram as tarefas: eu lavava, o Dani secava e o Tonho segurava as louças.

 

Fizemos amizade com 2 crianças da casa que nos cedeu a torneira. Samara (5 anos) e Rafael (6 anos), ganh

aram pirulitos da gente e nos deram balas, além de ficarem toda hora tentando chamar atenção. Bonitinhos...

 

Chegada em Uberlândia

 

2h45 depois de parar, voltamos para a estrada. Como as retas eram predominantes, chegamos em Uberlândia às 17h. Buscamos no mapa (Google Maps) um ponto de referência para ligarmos para o David e dizer "estamos aqui em tal lugar...". Achamos um tal de "Parque do Sabiá", e resolvemos tentar chegar lá sozinhos.

Então ia o Tonho dirigindo pelas movimentadas ruas de Uberlândia, a Lila ao lado, co-pilotando, olhando as placas, e o Rodrigo, no banco de trás, com o notebook na mão, internet conectada, olhando do Google Maps as ruas que deveríamos passar.

Dobra aqui, erra ali, passa lá... E finalmente conseguimos chegar ao tal parque. Bem bonito, por sinal. Com um lago e diversas árvores.

 

Passeio no Parque do Sabiá

 

Aproveitamos para tomar alguma coisa. O povo comprou umas cervejas quentes (exceto eu, que iria dirigir, que peguei uma água de côco).

 

Enquanto bebíamos uma Crystal (cerveja), o Rodrigo (eu, no caso), chega com uma água de côco (com o côco junto), e oferece aos demais.

Nisso o Antonio, como bom gaúcho, solta sua comparação:

"água de côco é mais sem-graça que dançar com a irmã nos bailes"

E aí, falando de cultura gaúcha, diz o Antonio que, lá no Rio Grande do Sul, tudo que eles falam comparam a alguma coisa, tipo: "mais quieto que nene cagado" kkkkkk

(e, a partir desse ponto, as comparações passaram a fazer parte da nossa viagem)

 

Ligamos pro povo daqui e o Fabinho foi encontrar-nos. Enquanto ele vinha, resolvemos dar uma volta no caminho que tinha no parque (só a Lila ficou, pra esperar o Fabinho).

 

Logo nos dividimos. O Dani e o Tonho, com mais resistência, continuaram o ritmo. Já a Iva e eu, cansando mais facilmente, íamos alternando caminhada e corrida.

A tal da volta era maior que pensávamos, dando uns 5 km. Como era esperado, os 2 rápidos rapazes chegaram bem antes que nós.

Injustamente, fomos caçoados por termos chegado uns 20 minutos depois deles. Só porque nosso preparo físico avantajado não permite avançarmos por muito tempo2 com grande velocidade... Com o agravante de que es

távamos de havaianas...

 

Acolhida dos jovens Uberlandinos (é assim quem nasce em Uberlândia?)

 

De lá, fomos para a casa dos jovens de Uberlândia. Tomamos banho e nos reunimos na casa do David.

Como sempre, logo puxamos violões e partilhamos músicas.

Esses que nos acolheram participam de grupo de jovens ligados à Igreja local, mas não identificam-se com nenhuma organização específica, nem PJ nem movimentos eclesiais. Segundo eles, a PJ em Uberlândia está em processo de reorganização, sendo que é bem mais forte a presença de movimentos eclesiais, como a Renovação Carismática.

Dessa forma, os cantos religiosos que eles conhecem são bastante influenciados pelo RCC.

Embora nossa identidade pastoral diverge em muitos aspectos da metodologia carismática, respeitamos a diversidade, e não dá pra negar que é muito bonita a dedicação desses jovens ao louvor, manifestada através dos belos cantos.

Na nossa vez de pegar o violão, cantamos uma música bastante presente em nossa caminhada da PJ diocesana: "Floriô", do MST, que fala da luta pela terra.

O legal foi que, ao cantarmos essa, a Dona Taninha, mãe do David, pediu: "esse não é um canto da Libertação?". Daí ela falou que, quando era jovem, a Teologia da Libertação estava no seu auge, e o padre da comunidade dela, aí em Uberlândia, trabalhava forte sob esta ótica. Nas celebrações, sempre cheias de gente, cantavam animadamente esses cantos.

E a conversa seguiu para esse rumo, refletindo sobre a importância de trabalharmos com os jovens essa ótica de transformação social, e de como é bacana a PJ conseguir atuar nesse sentido.

Falamos sobre as etapas do Processo de Educação na Fé dos jovens, na PJ. Trocamos idéias de como poderia ser avançado nesse sentido na PJ de Uberlândia.

Depois veio a Isa, da PJ de lá, que falou sobre a organização da PJ local, avanços e desafios. E aí seguiu-se mais um tempo de proveitosas conversas.

 

Com uma internet de boa qualidade na casa do David, aproveitamos para postar diversas fotos no Orkut, já que nossa internet móvel depende da existência de sinal da TIM, e é bem instável.

 

Finalizamos a noite com mais cantoria, incluindo uma seqüência do Legião Urbana.

 

Para dormir, 3 pruma casa, 2 pra outra.

Na casa que fui, juntamente com as 2 moças, logo "capotei" na cama, pois já passava da meia-noite. As moças, mais resistentes, ficaram conversando com o João e a Mari e seus pais, Cida e Lúcio, até depois da 1.

2 comentários:

  1. Uberlândinos são os imigrantes que veem para uberlandia

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