domingo, 4 de janeiro de 2009

2º e 3º dia [03 e 04/jan] Que que deu na Kombi II

Ali pelas 10h, saímos de Maringá, alegres, felizes, contentes e faceiros pela acolhida "mara" que tivemos lá.

Abastecemos a Kombi e mais uma alegria: quase 9 km/l de média.

Perto do meio-dia fizemos nossa religiosa parada dos 150km (pra esfriar a Kombi). Iríamos fazer almoço à beira da estrada, à sombra de algumas árvores. Mas as moças acharam melhor não faz

er, argumentando que a chuva estava próxima (acho que era preguiça... Mas não falem pra elas :D).

Ficamos uma hora parados, e comemos pão com salame e queijo, acompanhado por um pouco de leite, com a idéia de fazer o almoço mais tarde.

50km depois, às 14h15, logo após Presidente Prudente, na rodovia, próximo à Regente Feijó, ao tentar reduzir da 3ª pra 2ª marcha, não engatou. E não teve jeito: só engatava a 1ª marcha. Paramos no acostamento e fomos buscar ajuda.

O Dani e o Rodrigo saíram à pé para ver se tinha algum posto, oficina ou cidade perto. Logo parou um carro que viu a Kombi dando problema e nos deu carona até o posto de gasolina que tinha 3km adiante (as boas almas que nos ajudaram eram o seu Renato e o seu "Perebinha").

Eles nos indicaram ligar para o 0800 do DER. Fizemos isso e veio uma S10, que nos escoltou até o posto de gasolina (os 2 funcionários foram bem legais conosco).

Então fomos com as 2 boas almas até a cidade de Regente Feijó buscar um mecânico. Sendo sábado de tarde, foi difícil encontrar alguém. Após uma longa busca, conseguimos atrapalhar o churrasco do seu Marco Antonio, indo com o fusca dele até a Kombatente (ah, ele me tratou com carne, pão e refri).

Após uma análise e tentativas de arrumar, o conserto dele não logrou êxito. Disse que seria necessário retirar o motor para abrir a caixa de câmbio, com previsão de gastar R$ 400 (e ainda teríamos que recorrer a outro mecânico).

Já estávamos começando a ficar preocupados, pois já era passado das 17h e não vislumbrávamos luz no fim do túnel.

O seguro da Kombi nos rebocava a qualquer oficina que indicássemos, com até 300km de distância. Mas precisávamos nós buscar uma oficina que nos atendesse no sábado à noite (ou no domingo). A idéia de ficar pra segunda não nos agradava.

Então, o anjo Gabriel nos apareceu em sonhos (enquanto estávamos acordados :D) e nos falou para ir buscar uma lista telefônica, para achar uma mecânica em Presidente Prudente. Pedimos a tal da lista na lanchonete e uma funcionária de lá, a Rose, disse que seu marido é mecânico numa cidade próxima (Martinópolis), a 10km daí.

Ligamos para ele e ele concordou em dar uma olhada, e tentar arrumar no dia. Eram 18h15.

Então já ligamos para o seguro, que nos mandou um guincho e um táxi pra nos levar pra lá.

Aliviados, nossa alegria nos permitiu puxar os violão da Kombi e tocar "umas moda" no posto de gasolina. Até nos inspiramos e criamos uma paródia para a música "Então é Natal". Uma hora dessas postamos ela.

 

Às 19h15, o guincho e o táxi vieram. Tiramos foto com o cara do guincho, com o taxista, com o seu Renato e o seu Perebinha e pegamos a estrada.

 

Foi assim que chegamos à incrível cidade de MARTINÓPOLIS!! Uhuu. Não estava prevista, mas foi uma ótima parada.

 

O seu Célio (o mecânico) já nos aguardava. Ficamos sabendo que ele faz um programa na rádio comunitária e conhece o padre. Assim, antes de olhar a Kombi, nos levou à paróquia, para tentar articular um pouso com o padre (não interpretem mal...).

Após passarmos em 2 igrejas, encontramos o Pe Lino, rezando missa. Aproveitamos e participamos dos 15 minutos finais (foi bem legal).

Ao fim da missa, conversando com o padre, ele contatou um jovem da PJ local (o Marcelo), que articulou com outros pejoteiros nossa acolhida.

Nessa busca, fomos com ele com a Kombi da paróquia (nova, 2008. Nem dá graça, é muito confortável e nem dá barulho...). Ele ainda nos deu uma grande mão: falou que a paróquia pagaria a mão-de-obra do seu Célio, ficando a nosso cargo apenas as peças.

Voltamos à mecânica do seu Célio, onde um bife na chapa + pão já estava sendo preparado (estamos ficando mal-acostumados... hehe). Como já era quase 21h, já era tarde para ele olhar a Kombi.

Logo chegaram os jovens que iriam nos acolher. Ficamos um tempo conversando alegremente e fazendo os "primeiros contatos".

Fomos 3 numa casa e 2 em outra. Tomamos banho e fomos conhecer a cidade.

Conhecemos a bela e movimentada praça, tomamos um sorvete e, às 0h50, quase dormindo em pé, fomos dormir deitados (novamente, não me interpretem mal).

 

No dia 04, o seu Célio trabalhou na Kombi, e descobriu que tinha que substituir uma peça, demorando mais que o previsto. Assim, a Kombi ficou pronta só perto das 20h.

Uma alegria: a peça custou só R$ 20.

 

Ficamos muito gratos ao seu Célio, que abriu mão do seu descanso dominical para garantir a continuidade da nossa viagem.

 

Agora, a Kombatente tá nova de novo, pronta para, amanhã de manhã (cedinho, cedinho), partir para Uberlândia.

 

Detalhes sobre nosso dia em Martinópolis em outro post.


FATOS DO DIA


- As guria ainda não cozinharam. Tamo com medo de passar fome. E olha que prometemos pras famílias que engordariámos. Porque os 3 rapazes Kombatentes pesam, juntos, 150 kg (molhados)

- É ótimo contar piadas na presença da Iva. Ela primeiro dá um monte de risadas para depois pedir explicações, pois não entendeu a piada.


PÉROLAS DO DIA

Deu um cheiro estranho dentro da Kombi e Rodrigo, preocupado que poderia ser problema mecânico, perguntou: "Estão sentindo esse cheiro?" e Liége falou: "Baixa o volume do rádio pra mim sentir"... huahhaha pelo jeito ela sente cheiro pelo ouvido...

Parados na estrada, após quebrar o câmbio, estávamos parados no acostamento aguardando o Rodrigo e o Dani buscar auxílio.
Os que ficaram não sabiam onde estava o triângulo (estava embaixo do banco). Com medo de ser multados, já imaginavam uma desculpa pros policiais. Imaginaram o diálogo:
- POLICIAL: Porque pararam aqui?
- ANTONIO: sabe o que é, seu polícia, paramos para nosso companheiro ir no mato. O senhor nunca teve dor-de-barriga?
- POLICIAL: Mas não podiam ir em outro local?
- ANTONIO: mas meu Deus, se vê que você nunca teve dor-de-barriga mesmo!

Diálogo na Kombi:
IVA (cantando): "fuma, fuma, fuma, folha de bananeira..."
ANTONIO: "aqui não tem bananeira. Fuma uma folha daquela flor aí, ó"
DANI: pode dar problema..."
ANTONIO: "é, uma discórdia no intestino"

Antonio: "A culpa é minha, boto em quem quiser"

Na discussão sobre times de futebol, na casa da Luísa, em Martinópolis. Em busca de maior adeptos ao seu time, o Dani resolveu recorrer ao apoio do cachorro. Acompanhem o diálogo:
CACHORRO: au au au
DANI: cachorro, vem cá
CACHORRO: au au au
DANI: cachorro, late se você é flamenguista
CACHORRO: [silêncio]

2 comentários:

  1. Essa aventura é destaque no blog do site maringaense www.cliquemaringa.com . Confira em: http://cliquemaringa.wordpress.com

    Boa viagem !!!

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